O QUE É ENERGIA, AFINAL?

Atualizado: Jun 1

Dia 29 de maio comemoramos o Dia da Energia. Mas você sabe o que é a energia, afinal? Vamos explicar brevemente aqui alguns conceitos para te ajudar a compreender melhor, inclusive a razão de esse ser um tema bem próximo à #arquitetura, embora muitas pessoas ainda desconheçam essa relação.


Esse conteúdo foi adaptado do Energy Information Administration (EIA), cujo site reúne dados energéticos do mundo todo - uma boa dica para quem quiser se aprofundar no assunto :)


Energia pode ser definida como a capacidade de fazer trabalho, e ela pode ser de diferentes formas:


  • calor (energia térmica)

  • luz (energia radiante)

  • movimento (energia cinética)

  • elétrica

  • química

  • nuclear

  • gravitacional


Fontes de energia


A energia elétrica que utilizamos em nossas casas e escritórios foi gerada por uma usina hidrelétrica instalada no curso de um rio, como é o caso da maior parte da energia produzida no Brasil, ou ainda pela queima de carvão ou gás natural. Quando enchemos o tanque do carro com combustível, a fonte de energia é o petróleo, no caso da gasolina, ou o etanol, feito pelo processamento de cana de açúcar. Hidrelétrica, carvão, gás natural, petróleo e etanol são chamadas fontes de energia. E as fontes de energia podem ser divididas entre #renováveis - quando são naturalmente reabastecidas - ou #nãorenováveis - quando seus suprimentos são limitados.


Ambas as fontes, renováveis e não renováveis, podem ser utilizadas como fontes primárias de energia, para produzir energia útil - como calor, por exemplo - ou usadas para produzir fontes de energia secundárias - como a eletricidade que utilizamos em casa. A classificação de fontes primárias e secundárias são importantes para compreender os índices de produção e consumo energético dentro do país.


Energia renovável vs. energia não renovável


Existem cinco principais fontes de energia renovável:

  • Energia solar, do sol

  • Energia eólica, do vento

  • Energia hidrelétrica, proveniente da água corrente

  • Biomassa de plantas

  • Energia geotérmica, que vem do calor emitido de dentro da Terra

Essas matrizes são classificadas como renováveis pois, todos os dias, o sol vai voltar a brilhar, o vento continuará soprando e os rios fluindo. Logo, não há reservas limitadas - o estoque se renova a cada novo dia, no caso da energia solar. Atualmente, as fontes de energia renovável (energia primária!) são utilizadas principalmente para produzir eletricidade (energia secundária!).


Dentre as energias não renováveis, podemos listar:

  • Produtos petrolíferos

  • Líquidos de gás hidrocarboneto

  • Gás natural

  • Carvão

  • Energia nuclear

O petróleo bruto, o gás natural e o carvão são chamados de combustíveis fósseis porque foram formados ao longo de milhões de anos pela ação do calor do núcleo da Terra e da pressão da rocha e do solo sobre os sedimentos (ou fósseis!) de plantas e animais mortos. Ou seja, não podemos simplesmente "fazer" mais petróleo, e com isso, temos uma reserva limitada desse material.

A composição química dos combustíveis fósseis consiste principalmente de carbono e hidrogênio. Quando são queimados, o oxigênio se combina com o carbono para formar o dióxido de carbono (CO2) e com hidrogênio para formar água (H2O). Essas reações liberam calor, que é o que usamos para gerar energia. A quantidade de CO2 produzida depende do teor de carbono do combustível, e a quantidade de calor produzida depende do teor de carbono e hidrogênio.


O gás natural (CH4) é considerado o combustível fóssil mais limpo por conter alto teor de hidrogênio - 4 partes para 1 de carbono. Logo, a combustão do gás natural produz menos CO2 para a mesma quantidade de calor produzida a partir da queima de outros combustíveis fósseis. Se comparada com o carvão, por exemplo, para produzir a mesma quantidade de energia final, a queima de gás natural produz cerca de metade da quantidade de CO2. Isso quer dizer que o gás natural é menos poluente do que o carvão na produção da mesma quantidade de energia. Estudos indicam que, com o avanço das energias renováveis, o gás natural será o único combustível fóssil que terá um aumento no consumo global.


Daí vem a relação entre energia, combustíveis fósseis e as #mudançasclimáticas: para gerar boa parte da energia que utilizamos mundialmente, estamos deixando gás carbônico na atmosfera, que é um dos gases causadores do #efeitoestufa (GEE). Explicamos isso aqui nesse post, lembra?


Uso de energia


Existem cinco setores de uso de energia:

  1. Industrial: instalações e equipamentos utilizados para fábricas, agricultura, mineração e construção.

  2. Transporte: veículos que transportam pessoas ou mercadorias - carros, caminhões, ônibus, motocicletas, trens, aeronaves, barcos e navios.

  3. Residencial: casas e apartamentos.

  4. Comercial: escritórios, shoppings, lojas, escolas, hospitais, hotéis, armazéns, restaurantes e outros.

  5. Energia elétrica: esse setor consome energia primária para gerar a maior parte da eletricidade comercializada para os outros quatro setores.

Então, além de fazer uso da energia primária, os setores industrial, de transporte, residencial e comercial também compram e utilizam grande parte da eletricidade que o setor elétrico produz. Por isso, esses quatro setores são chamados de setores de uso final - porque eles compram (ou produzem) energia para consumo próprio e não para revenda. Quando são estimados os consumos totais de energia nos setores de uso final, estão inclusos o uso de energia primária, a eletricidade comprada e as perdas de energia do sistema elétrico - essas perdas estão relacionadas à conversão da energia e à geração, transmissão e distribuição da eletricidade, entre outras.


Mas e a arquitetura?


Agora ficou fácil de entender a relação entre arquitetura e energia, né? Os setores residencial e comercial representam o consumo energético final demandado para que possamos habitar estes espaços, criando as condições de #conforto necessárias, além do atendimento das nossas necessidades básicas. Por isso o tema da #eficiênciaenergética nas edificações torna-se tão relevante - estamos consumindo energia durante todo o período de ocupação desses ambientes construídos, além de toda a energia utilizada na sua construção.


Algumas vezes, eficiência energética pode ser confundida com #conservaçãodeenergia. Quando optamos por usar as escadas em vez do elevador, estamos aumentando a eficiência energética? Não, pois mesmo que o elevador funcione com menos frequência, ainda usará a mesma quantidade de eletricidade quando funcionar. Por isso, usar as escadas ao invés do elevador é uma medida de conservação de energia e, nesse sentido, duas ou mais pessoas usando o elevador ao mesmo tempo é mais eficiente do que apenas uma pessoa utilizá-lo. A conservação de energia ocorre quando reduzimos os "serviços energéticos" que usamos, como desligar as luzes quando saímos da sala ou optar por abrir as janelas e permitir a ventilação natural ao invés de manter o ar condicionado sempre ligado, mesmo em temperaturas amenas.


Eficiência energética significa usar menos energia para fornecer a mesma quantidade de "serviços energéticos". Exemplos de práticas de eficiência energética incluem desde medidas simples, como a utilização de lâmpadas, aparelhos e equipamentos eletrônicos eficientes, por exemplo; até estratégias pensadas desde a concepção do #projetoarquitetônico que reduzam as necessidades de consumo de energia elétrica, buscando o máximo de conforto para os usuários.


Com carinho,

L.

COPA

estúdio de arquitetura sustentável

2020