16 de março, DIA NACIONAL DE CONSCIENTIZAÇÃO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Atualizado: Abr 24

Dia 16 de março é comemorado o Dia Nacional de Conscientização das #MudançasClimáticas.

A expressão “mudança climática” refere-se a qualquer alteração do clima que ocorra ao longo do tempo devido à variabilidade climática natural ou a atividades humanas. Aqui, refere-se especificamente ao conjunto de alterações, observado desde o século XX, decorrente de ações humanas que lançam os chamados Gases do Efeito Estufa (#GEEs) na atmosfera.


Atividades como a agropecuária, o descarte de lixo, a queima de combustíveis fósseis - como carvão e petróleo, utilizados na climatização das #edificações - e o desmatamento emitem grande quantidade de #gáscarbônico, entre outros poluentes. A retenção desses gases na atmosfera causa perturbações em suas dinâmicas e fenômenos, como o #efeitoestufa. E a principal evidência disso é o #aquecimentoglobal.


Por implicar relações e mudanças profundas no ambiente global, a discussão sobre mudança climática ganhou cada vez mais relevância geopolítica - afinal, o #clima não tem fronteiras! Antes quase inexistentes nas pautas de relações exteriores, temas como #emissõesdecarbono, #economiaverde, #justiçaambiental e #desenvolvimentosustentável passaram a estar na base de dilemas e acordos internacionais desde a década de 1990.





Algumas das principais iniciativas para combater a crise climática foram discutidas na #ECO92, no Rio de Janeiro, que lançou as bases para tratados sobre o clima como o #ProtocolodeKyoto (1997) e o #AcordodeParis (2015), que está valendo desde 2016. Nesse acordo, ratificado por 169 nações que representam 55% das emissões globais de GEEs, 2020 (agora!) é o prazo para comunicar suas estratégias de reduções de carbono dentro de cada país. Revisões dessas metas a cada cinco anos são o modo proposto para fortalecer a cobrança internacional sobre o combate à crise do clima.





Mas como a mudança climática afeta o mundo?


As intensas alterações ambientais provocadas pelo aumento das emissões de GEEs podem levar a sociedade a enfrentar sucessivas crises ecológicas, econômicas, financeiras, políticas, urbanas e de abastecimento já no século XXI. Alguns desses danos - mais calor, mais tempestades, mais queimadas em florestas - já podem ser observados e mostram consequências sociais significativas. Além disso, indícios apresentados pelo IPCC apontam impactos para:


  • o meio ambiente e a biodiversidade,

  • a segurança alimentar,

  • a saúde e a qualidade do ar,

  • a economia e

  • as cidades.


Os dois últimos podem soar menos óbvios, mas...


Por abrigarem mais da metade da população mundial e a maior parte das atividades econômicas relevantes, as #cidades - e seus habitantes e sua economia - estão entre os principais responsáveis pelas emissões de GEEs. Ou seja, ações voltadas para as áreas urbanas são essenciais. Altas temperaturas, aumento do nível do mar, aumento de chuvas intensas, inundações, deslizamentos de terra, ilhas de calor e poluição do ar são impactos que afetam especialmente as cidades, interferindo na infraestrutura, economia e nos ecossistemas locais.



E o que precisa mudar?


Segundo o IPCC, há recomendações para os setores:

  • transportes: investir em veículos de massa, como trens e ônibus, e incentivar veículos movidos a energia limpa.

  • uso da terra, agricultura e florestas: reduzir o desmatamento, conservar florestas existentes, recuperar terras degradadas e manter boas práticas na agricultura.

  • energia: “descarbonizar” ainda mais, investindo em recursos como vento, sol e água para gerar eletricidade.

  • construção civil: implantar inovações tecnológicas de redução de emissões de GEEs.

  • população: recomenda-se transformar hábitos de consumo, como de energia e alimentos.


E você? Em qual setor você mais contribui - ou acredita que possa contribuir mais - no seu dia-a-dia para colaborar com a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas? Toda atitude conta ;) Vamos juntas.


Com carinho,

L.

COPA

estúdio de arquitetura sustentável

2020